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Textos curtos e úteis sobre contratos, risco, disputas e decisões empresariais — escritos para quem decide, sem juridiquês e sem ruído.
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Retenções na fonte: o ponto cego que cria passivo silencioso
Retenções na fonte são um dos maiores geradores de passivo silencioso em empresas de serviços — e, curiosamente, um dos temas menos tratados com método. A razão é simples: retenção acontece no detalhe da nota, varia por município e por tipo de serviço, e depende de cadastros e rotinas. Resultado: a empresa erra por excesso
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Compliance “de boutique”: o que funciona para PME sem virar teatro
Quando se fala em compliance, muita PME imagina dois extremos: ou um manual enorme que ninguém lê, ou “isso é coisa de empresa grande”. Os dois estão errados. Compliance útil, especialmente em boutique empresarial, é gestão de risco aplicada: clareza sobre o que pode dar errado, quem decide, como registrar, e como reagir quando der
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Contrato como alavanca de execução
Em empresa pequena e média, contrato costuma ser tratado como formalidade: “assina logo para começar”. Em empresa grande, muitas vezes vira o oposto: um documento tão defensivo que atrasa o negócio e ninguém usa. Em boutique empresarial, o ponto é outro: contrato é instrumento de execução. Ele existe para reduzir ruído, alinhar expectativa e permitir
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Sociedade não quebra no “grande golpe”. Quebra no cotidiano mal combinado
Quase todo empresário já viu uma sociedade ruir por um motivo que, no começo, parecia pequeno: um sócio “some” da operação, outro decide sozinho, um terceiro retira mais do que deveria, e ninguém tem coragem de formalizar. O problema é que sociedade é como condomínio: quando as regras são vagas, a convivência vira disputa —
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Tributário operacional: onde a empresa “perde dinheiro sem perceber”
Quando o assunto é tributo, muita empresa pensa em planejamento “sofisticado” ou em tese judicial. Só que, no dia a dia, o maior vazamento costuma estar no tributário operacional: cadastro, classificação, nota fiscal, retenções, obrigações acessórias e conciliações. Não é glamour. É caixa. O problema é que tributo operacional é invisível quando está funcionando —
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Litígio não começa no processo. Começa no primeiro “desalinhamento”
A maioria das disputas empresariais não nasce de um ato espetacular. Nasce de microfricções que vão se acumulando: escopo que muda sem registro, prazo que escorrega sem aviso formal, cobrança que vira “interpretação”, promessa comercial que a operação não reconhece. Quando o conflito estoura, as partes já estão irritadas — e a decisão passa a
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Matriz de risco: a ferramenta mais simples para decisões melhores
Risco não é só “o que pode dar errado”. É também “o que eu não consigo explicar depois”. Por isso, a matriz de risco — quando bem usada — é uma ferramenta de governança, não um exercício acadêmico. A matriz clássica cruza probabilidade e impacto. Funciona, mas a versão que ajuda PME precisa de um
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ESG como estratégia: quando vira vantagem (e quando é só decoração)
ESG virou sigla onipresente. Para alguns, é moda; para outros, é “exigência de empresa grande”. Na prática, ESG só faz sentido quando você trata como estratégia: um jeito de reduzir risco material, acessar mercado, melhorar eficiência e proteger reputação. Quando vira só comunicação, ele vira custo — e pode até gerar risco (o famoso greenwashing).
